Vieira do Minho assinalou, esta segunda-feira, o início das atividades relativas à campanha “Laço Azul”, que decorrem durante o mês de abril no âmbito da Prevenção dos Maus Tratos na Infância.
Um mês de extrema importância revelou Carlos Alberto Gonçalves, novo presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Vieira do Minho, que abriu a sessão conjuntamente com o presidente da Câmara Municipal, António Cardoso, e com a coordenadora da CPCJ da região Norte, Fernanda Almeida.
Declarações de Carlos Alberto Gonçalves, presidente da CPCJ vieirense.
Os maus tratos na infância são ainda uma realidade existente na sociedade. O mês de abril foi convencionado como o mês de prevenção dos mesmos, no entanto, e tal como sublinhou Fernanda Almeida, esta prevenção deve ser feita todo o ano e por todas as pessoas e não só as comissões.
O combate aos maus tratos é uma preocupação do município para que as crianças e jovens vieirenses possam crescer nas melhores condições, tal como explicou o presidente da Câmara, António Cardoso.
Presentes na sessão estiveram várias crianças, representantes de associações e instituições do concelho e do distrito. Houve ainda tempo para um pequeno momento musical de duas integrantes da Banda Filarmónica de Vieira do Minho, para a passagem de um testemunho de um jovem vieirense que foi acompanhado pela CPCJ e pela associação Jovens ao Leme.
No final, as crianças presentes deslocaram-se ao posto da GNR para ajudar a afixar o laço azul na fachada do edifício. O mesmo será replicado nas várias juntas de freguesia, escolas e associações de Vieira do Minho.
Abril é o mês de alerta, sensibilização e consciencialização para os maus tratos contra crianças e jovens e para a importância da prevenção, da promoção e da proteção dos seus direitos.
Em 1989, nos Estados Unidos da América, concretamente no Estado da Virgínia, surgiu o “Movimento do Laço Azul”. Este movimento foi criado por Bonnie W. Finney, uma mulher norte americana, que amarrou uma fita azul na antena do carro, em homenagem ao seu neto, vítima mortal de maus-tratos. Com esse gesto quis fazer com que as pessoas se questionassem sobre a temática.
O azul, que simboliza a cor das lesões, servir-lhe-ia como uma imagem constante na sua luta na proteção das crianças contra os maus-tratos. A repercussão desta iniciativa foi de tal ordem que abril passou a ser o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.




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