O município de Vieira do Minho participou, no passado sábado, dia 22 de outubro, no evento de homenagem da resinagem e do pinhal-bravo, promovido pela Associação de Destiladores e Exploradores de Resina, em Arganil.
O “Dia do Resineiro” contou também com a presença e intervenção do Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, com a participação dos autarcas dos municípios de Arganil, Proença-a-Nova e Vieira do Minho e a presença de resineiros de todo o país.
As diferentes intervenções reforçaram o impacto positivo da resinagem na produção de riqueza e na criação de postos de trabalho, sobretudo nos territórios rurais.
Relembrou-se, ainda, o contributo da extração sustentável da resina natural para a gestão ativa da floresta, sendo para isso essencial a presença do resineiro, um dos guardiões do pinhal-bravo com atividade na floresta durante praticamente todo o ano, o que se traduz na redução da vegetação combustível e numa maior prevenção do risco de incêndio.
António Cardoso, presidente do município de Vieira do Minho, reforçou, durante a sua apresentação, as vantagens do aproveitamento deste recurso, demonstrando o exemplo que o concelho constitui nesta área.
O projeto de Resinagem vieirense está implementado desde o início do ano de 2021, nas freguesias de Pinheiro e Cantelães. Está a ser executado pela Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira, em colaboração com o município de Vieira do Minho e com os Conselhos Diretivos de Baldios de Cantelães e Pinheiro e respetivas Juntas de Freguesia.
Tem por objetivo a promoção sustentável da floresta, uma vez que para além de permitir a extração deste recurso natural, a resina, permite, em simultâneo, a limpeza e vigilância daquelas manchas florestais.
A área de resinagem vieirense está dividida em nove talhões com cerca de dezoito mil bicas instaladas nos pinheiros. A primeira colheita deste recurso natural decorreu no mês de junho.
A implementação deste projeto “é o reflexo da aposta na valorização da floresta e seus ativos preconizada pelo Município Vieirense, pois esta atividade já permitiu a criação de seis postos de trabalho. Em simultâneo vai gerar receitas e contribuir simultaneamente para uma maior proteção das áreas florestais a intervencionar, através de uma maior presença humana, vigilância e efeito dissuasor relativamente à probabilidade de ocorrência de incêndios florestais“, refere a autarquia em comunicado.