A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar alegadas irregularidades na atribuição de subsídios destinados às equipas de combate a incêndios florestais no concelho de Vieira do Minho. A investigação teve início após a receção de uma denúncia anónima que aponta para possíveis retenções indevidas de parte dos valores atribuídos aos operacionais.
Segundo apurou a PJ, estas equipas são constituídas durante o verão e financiadas pelo Governo Central, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta aos incêndios rurais. A denúncia levanta dúvidas sobre a distribuição efetiva dos subsídios, nomeadamente se todos os elementos das equipas estão a receber a totalidade dos montantes a que têm direito.
Há suspeitas de que parte dos valores possa estar a ser retida pelos comandos das corporações, prática que, a confirmar-se, poderá configurar crimes de peculato ou abuso de poder.
As diligências desta quinta-feira incidiram sobre o quartel dos Bombeiros de Vieira do Minho, mas os inspetores da PJ realizaram também buscas domiciliárias, incluindo na residência do comandante da corporação. As operações decorreram durante toda a manhã e ainda não foram concluídas.
Este não é um caso isolado. Na passada terça-feira, a Polícia Judiciária efetuou buscas semelhantes no quartel dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, também no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de recebimentos indevidos de subsídios atribuídos pelo Estado às equipas de combate a incêndios.
A PJ procura agora apurar se existe um padrão de atuação entre várias corporações de bombeiros e qual o eventual prejuízo para os operacionais e para o erário público.