A falta de médicos em Vieira do Minho motivou, hoje, uma manifestação da Comissão de Utentes de Braga e os habitantes de Vieira do Minho. Em causa está a degradação acentuada dos cuidados de saúde primários, marcada por uma falta crónica de médicos de família que afeta milhares de pessoas, explicou José Lobato da Comissão de Utentes.

[Declarações de José Lobato da Comissão de Utentes de Braga]

O centro de saúde local foi um investimento recente de 1,7 milhões de euros para a melhoria das infraestruturas. No entanto, os manifestantes descrevem a unidade como um “ferrari sem rodas” ou “sem motor”. Apesar das instalações modernas, a falta de recursos humanos impede o funcionamento pleno do serviço.

Atualmente, o concelho dispõe de apenas quatro médicos para servir uma população de aproximadamente 14 mil utentes (dois médicos em Vieira do Minho, um em Rossas e um em Ruivães). Esta escassez resulta em tempos de espera longos para consultas de rotina, deixando muitos cidadãos sem acompanhamento médico.

[Declarações de José Lobato da Comissão de Utentes de Braga]

Várias queixas têm sido feitas a respeito desta situação. Uma delas foi apresentada por uma utente, diagnosticada com uma doença autoimune, que relatou estar há quase um ano sem médico de família. Sem alternativa no setor público, vê-se obrigada a pagar exames do próprio bolso ou a deslocar-se a concelhos vizinhos

[Declarações de Florbela Fernandes, utente]

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, presente no local, solidarizou-se com o protesto e sublinhou o esforço financeiro que a autarquia tem feito para mitigar o problema.

[Declarações do presidente da Câmara, Filipe de Oliveira]

O problema de falta de médicos em Vieira do Minho é algo que se arrasta há vários anos, algo que causa bastante descontentamento junto da população, que hoje reivindicou por mudança.