O concelho de Vieira do Minho marcou presença na sessão oficial de apresentação das candidaturas às “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, que decorreu no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. A representação institucional esteve a cargo do vice-presidente da autarquia, Pedro Pires, e da vereadora do Turismo, Sofia Rocha.
Em destaque está a candidatura da emblemática Ponte da Misarela, um monumento envolto em história e lenda, que resulta de uma parceria entre os municípios de Vieira do Minho e Montalegre. A iniciativa pretende mobilizar o orgulho das populações locais e valorizar um dos mais icónicos patrimónios da região.
O concurso, promovido pela EIPWU, regressa em 2026 com transmissão televisiva assegurada pela TVI e tendo como embaixadora a atriz Matilde Raymão. O prazo para apresentação de candidaturas decorre até 7 de abril.
Integrada na categoria de Património Histórico, a candidatura da Ponte da Misarela reforça uma estratégia conjunta de promoção turística e cultural. Erguida sobre o rio Rabagão, esta ponte medieval em granito liga as freguesias de Ruivães e Ferral, destacando-se pela sua imponência arquitetónica e pela envolvente natural. Classificada como Imóvel de Interesse Público, possui origens na Idade Média, tendo sido reconstruída no início do século XIX.
Ao longo da sua história, a ponte foi palco de episódios marcantes, como a passagem das tropas do marechal Jean-de-Dieu Soult, em 1809, durante a Segunda Invasão Francesa em Portugal. Paralelamente, ganhou forte expressão no imaginário popular, sendo conhecida como “Ponte do Diabo”, associada a lendas de pactos e rituais ancestrais.
Após o encerramento das candidaturas, os projetos serão avaliados por um conselho de especialistas, que selecionará os finalistas para votação pública. Antes da grande final, marcada para 12 de setembro de 2026, decorrerão várias fases eliminatórias — incluindo a Gala do Porto e Norte de Portugal, onde participará esta candidatura conjunta.
Todo o processo será auditado pela PwC Portugal, assegurando transparência e credibilidade à iniciativa, que promete envolver milhares de portugueses.
Mais do que uma competição, esta candidatura afirma-se como uma oportunidade estratégica para reforçar a identidade local e projetar a Ponte da Misarela como um dos grandes símbolos patrimoniais nacionais, cruzando história, natureza e tradição.
