Os 20 sapadores florestais de Vieira do Minho decidiram paralisar totalmente a sua atividade devido ao não pagamento do salário do mês de abril e ao receio de verem também o mês de maio em atraso.

De acordo com O MINHO, além da falta de ordenados, também as viaturas de serviço se encontram imobilizadas no Parque Florestal de Vieira do Minho, uma vez que a Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC), responsável pela gestão do efetivo, não terá liquidado o seguro automóvel.

A situação gerou um bloqueio burocrático com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) pois, como a APOSC não terá pago qualquer contribuição à Segurança Social em 2026 e não possui uma declaração de não dívida, o ICNF encontra-se legalmente impedido de transferir mais verbas para a entidade.

O impasse surge apesar de, só em 2025, a APOSC ter recebido 600 mil euros de dinheiros públicos (400 mil da autarquia e 200 mil do ICNF) e de, já este ano, o município ter investido mais de 141 mil euros na associação sem que o problema dos salários fosse resolvido.

Para pôr fim ao problema de forma definitiva e salvaguardar a segurança do território nas vésperas da época de incêndios, a Câmara Municipal de Vieira do Minho anunciou uma solução já em curso. O vice-presidente da autarquia, Pedro Pires, anunciou a abertura de um concurso público para integrar diretamente os 20 sapadores nos quadros do município.