Biossensores que permitem detetar a presença de substâncias alérgicas em alimentos é uma realidade cada vez mais próxima dos consumidores. A investigação foi desenvolvida por uma equipa do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), em parceria com o Centro de Química da Universidade do Minho, da qual faz parte o vieirense Pedro Rocha.
As alergias alimentares têm tido uma incidência crescente nos últimos anos, “representando um problema de saúde pública”, refere o ISEP, acrescentando que na Europa se estima que a alergia alimentar afete mais de 17 milhões de pessoas.
E é para colmatar esta necessidade que surge o projeto TracAllerSens, através do qual foram desenvolvidos estes biossensores que vão permitir detetar e identificar, de uma forma rápida, simples e eficaz, substâncias alérgicas em alimentos, como o amendoim, o camarão, o peixe, o ovo e o aipo, tal como explicou Pedro Rocha à RAA:
Segundo Pedro Rocha, os métodos tradicionais que existem no mercado são morosos, dispendiosos, requerem técnicos especialistas e equipamentos sofisticados, o que impede que as pessoas ‘comuns’ possam chegar até eles em tempo útil.
Licenciado e mestre em Química pela Universidade do Minho, Pedro Rocha trabalhou ainda, durante três anos, num projeto relacionado com a valorização de resíduos orgânicos. Atualmente, integra o novo grupo de investigação REQUIMTE do ISEP, num laboratório associado a química verde, que tem desenvolvido estes sensores relacionados com o controlo de qualidade na área da alimentação.