A tradição da visita Pascal está de volta este ano. No entanto, sem o beijar da cruz. Depois de dois anos de interregno devido à pandemia da Covid-19, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), anunciou, esta segunda-feira, em que moldes as celebrações da Páscoa podem acontecer.
No comunicado, a CEP explica que no “rito das cinzas na Quarta-feira de Cinzas e no lava-pés na Quinta-feira Santa“, é recomendada o uso da máscara e a higienização. Já “no rito de adoração da cruz na Sexta-feira Santa, deve omitir-se o beijo na cruz, substituindo-o pela genuflexão ou inclinação“. Acrescentam ainda que “pode-se retomar a visita pascal, omitindo-se o beijo à cruz“.
Estas recomendações são acompanhadas de outras mais ‘genéricas’ e que surgem depois do “forte abrandamento das restrições na sociedade face à evolução favorável do estado atual de pandemia“. A CEP ressalva, no entanto, que “nunca é demais apelar ao comportamento responsável de todos em relação à proteção da saúde pública“.
Orientações para as assembleias litúrgicas e atividades pastorais da Igreja:
-distanciamento responsável entre as pessoas, à exceção daqueles que são do mesmo agregado familiar;
-uso de máscaras para todos, à exceção do presidente e agentes pastorais que usarão da palavra nas leituras e afins, desde que seja garantida a devida distância dos fiéis;
-recolha da coleta pode realizar-se no momento do ofertório, observando-se as devidas normas de segurança e de saúde;
-saudação da paz (que é facultativa), através de um sinal sem contacto físico (por exemplo, uma vénia ou inclinação);
-Comunhão sacramental deve continuar a ser ministrada apenas na mão dos fiéis, mantendo-se a higienização das mãos antes da Comunhão; Neste momento, em que os comungantes têm de retirar a máscara, o ministro deve utilizá-la;
-celebração dos demais Sacramentos, Sacramentais e Exéquias cristãs, seguem-se as prescrições dos livros litúrgicos;
-no Sacramento da Penitência, haja suficiente distância entre o confessor e o penitente, devendo ambos usar máscara, mas sem comprometer quer o diálogo sacramental quer o seu sigilo;
-na visita e na comunhão aos doentes, bem como nas unções sacramentais, proceda-se com os cuidados adequados de higiene e segurança;
-antes e depois dos ritos que comportem algum contacto físico com pessoas ou objetos, os ministros devem proceder à higienização das mãos;
-as pias de água benta junto às entradas da igreja continuarão vazias;
-as atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, etc.) como catequese e outras ações formativas, reuniões, ajuntamentos, iniciativas culturais e de restauração, entre outras, bem como peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares, seguem as regras previstas pelas autoridades competentes para situações educativas, sociais e culturais semelhantes;