A 55.ª edição do Rally de Portugal está de regresso entre 19 e 22 de maio e vai juntar três campeões mundiais, tendo ainda a presença de ex-vencedores da prova para assinalar os 50 anos do Mundial (WRC). São 1.535,35 quilómetros, dos quais 343,3 cronometrados, a ser disputados ao longo de 22 classificativas no norte e centro do país, com um número recorde de inscritos, naquela que é a estreia em pisos de terra dos novos carros híbridos.

O Rally de Portugal é a quarta etapa de 13 do Campeonato do Mundo de ralis, e volta a ser disputado no centro e norte do país. No entanto, há uma novidade na edição de 2022: pela primeira vez, os carros com os motores a gasolina de 1.6 litros utilizados desde 2011, serão complementados com motores elétricos.

Os primeiros quilómetros em pisos de terra dos novos carros do Mundial de Ralis vão poder ser vistos, na quinta-feira, dia 19 de maio, no tradicional ‘shakedown’, em Baltar, Paredes.

https://www.youtube.com/watch?v=zE514xUZVq8&feature=emb_title&ab_channel=RallydePortugal

O primeiro dia completo de prova acontece na sexta-feira, dia 20 de maio, com os três emblemáticos troços no centro do país – Lousã, Góis, Arganil – todos percorridas duas vezes, e Mortágua, antes da super-especial de Lousada.

No dia seguinte, 21 de maio, o Rally de Portugal ruma ao norte, com as duplas passagens pelas classificativas de Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante, esta última com partida de Mondim de Basto. O dia termina com a super-especial do Porto.

Felgueiras, Montim e Fafe são o palco do do último dia da prova portuguesa, sendo que a segunda passagem pelo troço fafense o estatuto de power stage, premiando os cinco primeiros com pontos adicionais.

O WRC Vodafone Rally de Portugal 2022 foi escolhido para assinalar os 50 anos do Campeonato do Mundo de ralis, com a presença de alguns dos carros que marcaram o Mundial, e que vão estar em exposição permanente na Exponor (Matosinhos), com acesso gratuito.

De acordo com o presidente do ACP, Carlos Barbosa, as novidades deste ano são a super especial em Coimbra e no Porto, os novos carros híbridos e os combustíveis renováveis (menos poluentes). O dirigente da associação destacou ainda o “retorno fabuloso de 140 milhões de euros para o país, cerca de metade em despesa direta”.