A XX Edição da Subida da Vezeira voltou a afirmar-se como um dos momentos mais emblemáticos da preservação das tradições comunitárias de Terras de Bouro, enchendo as ruas da Vila do Gerês no passado dia 10 de maio, com centenas de visitantes e um ambiente marcado pela animação e autenticidade cultural.

As vezeiras de Rio Caldo e Vilar da Veiga cumpriram, uma vez mais, o secular ritual de subida à serra, atravessando a vila termal num desfile profundamente ligado à pastorícia, às comunidades locais e à identidade cultural do território.

O evento, organizado pela Associação Lírio do Gerês, contou com o apoio do Município de Terras de Bouro, da Junta de Freguesia de Rio Caldo, da Junta de Freguesia de Vilar da Veiga e dos Hoteleiros do Gerês.

A prática comunitária da Vezeira em Terras de Bouro realiza-se anualmente, de forma ininterrupta, entre os meses de maio e setembro, na freguesia de Vilar da Veiga, envolvendo as vezeiras de Vilar da Veiga, Rio Caldo e da Aldeia Comunitária da Ermida. Mantida ao longo de várias gerações pelos criadores de gado bovino e pelas suas famílias, esta tradição ancestral representa um valioso património cultural imaterial e um dos símbolos mais genuínos da identidade serrana.

Ao longo do fim de semana, a iniciativa proporcionou diversos momentos de animação cultural e gastronómica, com destaque para as atuações do Rancho Folclórico da Associação Sociocultural de Paradela de Valdosende e do grupo Irmão Pires & Amigos, bem como para as tradicionais chegas de bois, que atraíram numerosos visitantes à Vila do Gerês e contribuíram para a dinamização da economia local.

A forte adesão do público constitui uma prova da notoriedade crescente da Subida da Vezeira enquanto manifestação identitária e turística de referência no concelho de Terras de Bouro. O evento contou igualmente com a cobertura da Rádio Renascença, evidenciando a projeção nacional desta tradição secular.

Para o Município de Terras de Bouro, a valorização e preservação de tradições como a Vezeira assumem-se como uma prioridade estratégica, não apenas pela salvaguarda do património cultural imaterial, mas também pelo seu contributo para a afirmação do território, para a dinamização da economia local e para a promoção de um turismo autêntico, sustentável e profundamente ligado às raízes das comunidades serranas.