A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) está a alertar a população para a precipitação e ventos fortes que se vão fazer sentir amanhã e para os cuidados a adotar.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta terça-feira, são esperados períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, em especial no litoral e zonas montanhosas das regiões Norte e Centro, podendo acumular mais de 10 mm numa hora ou 30 mm em 6 horas no Minho e Douro Litoral, entre o fim da madrugada e o meio da tarde, e que podem ser acompanhados de trovoada.

O vento vai estar de sudoeste, por vezes forte na faixa costeira, em especial a norte do Cabo Carvoeiro, e nas terras altas do Norte e Centro (com rajadas até 70 km/h). Vai ser registada agitação marítima na costa ocidental do Norte e do Centro, com ondas de noroeste, com 4 a 5 metros de altura significativa, até dia 9.

A ANEPC alerta para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento; ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras; deslizamentos, derrocadas e outros movimentos motivados pela infiltração da água; arrastamento de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

Para minimizar um eventual impacto destes efeitos, a ANEPC aconselha a adoção de comportamentos
adequados, sobretudo em zonas historicamente mais vulneráveis:

− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de
inertes e outros objetos
que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre
escoamento das águas;

− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards
e outras estruturas suspensas;

− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando
atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

− Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais
vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e
permanência nestes locais;

− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a
possível formação de lençóis de água nas vias;

Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou
viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;