As autoridades de saúde portuguesas registaram 25 casos de reações adversas em crianças entre os 5 e 11 anos que tomaram a vacina contra a Covid-19. Na faixa etária entre os 12 e os 17 foram registadas 102 reações graves.

Num Relatório de monitorização da segurança das vacinas contra a Covid-19 em Portugal, do Infarmed, é possível ver que, num universo de 305.888 de vacinas administradas em menores 5-11 anos, 25 tiveras reações consideradas graves e 32 não graves. Na faixa dos 12 aos 17 anos foram, até dezembro, administradas 1.130.446 tendo sido registas 102 reações graves e 101 não graves.

Pág. 8 do Relatório de monitorização da segurança das vacinas contra a Covid-19 em Portugal

Na faixa etária dos 5-11 anos, os 25 casos notificados como graves referem-se na sua maioria a situações já descritas na informação das vacinas, tais como, febre, vómitos, diarreia, mal-estar e cefaleia. Foram ainda “notificadas duas miocardites que evoluíram positivamente para cura“.

Para a faixa etária dos 12-17 anos, os 102 casos notificados como graves são também eles descritos como casos de “síncope ou pré-síncope, e reações de tipo alérgico, que dependem do perfil individual do vacinado. São casos que motivaram observação e/ou tratamento clínico, mas todos tiveram evolução positiva e sem sequelas“. 13 destes casos terão sido notificados como mio/pericardite. O mesmo relatório sublinha, no entanto, que “a miocardite e a pericardite são doenças inflamatórias de etiologia variada, normalmente associadas, sobretudo nesta faixa etária, a infeções virais“.

A faixa etária que registou mais reações adversas foi a dos 25 aos 49 anos com 3 312 casos, sendo que foi também aquela que mais pessoas vacinou, 6 959 575.