Marta Temido, ministra da saúde, apresentou, esta segunda-feira à noite, a demissão por entender que “deixou de ter condições” para exercer o cargo. O pedido de demissão já foi aceite pelo primeiro-ministro, António Costa.

Depois de ter estado a comandar o combate à pandemia de Covid-19 nos últimos dois anos, Marta Temido viu-se, nos últimos meses, envolvido numa série de polémicas na área da saúde. Urgências fechadas, falta de médicos nos hospitais, demoras na resposta de emergência do INEM e vários casos de mulheres grávidas que sofreram complicações devido à falta de meios/problemas do SNS, culminaram com a demissão da ministra. A ‘gota de água’ terá sido a notícia de mais uma mulher grávida que morreu no passado fim-de-semana, após ser transferida do Hospital de Santa Maria para o São Francisco Xavier, por falta de camas na neonatologia.

Na nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro, António Costa agradeceu “todo o trabalho desenvolvido” por Marta Temido, “muito em especial no período excecional do combate à pandemia da Covid-19”. O governante acrescenta que o executivo “prosseguirá as reformas em curso tendo em vista fortalecer o SNS e a melhoria dos cuidados de saúde prestados aos portugueses”.