O PS de Vieira do Minho veio, em comunicado, afirmar que a Câmara Municipal não tem verba disponível para pagar os salários até ao final do ano. A informação vem no seguimento de um comunicado do PSD negando o tema.

De acordo com a concelhia do PS, “PSD não quer que os vieirenses saibam a verdade” e que “a Câmara Municipal não tem verba disponível para pagar os salários até ao final do ano. Tanto é que, por essa razão, seremos obrigados a fazer uma revisão ao Orçamento Municipal antes do dia 22 de dezembro, para que os funcionários possam receber os salários pelos quais desempenharam as suas funções com empenho e dedicação“.

Filipe de Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, terá garantido aos funcionários que a situação será regularizada, de forma a que todos possam receber os seus vencimentos. Segundo os socialistas, esta “reunião à porta fechada serviu para apresentar o executivo aos funcionários, dar a conhecer os pelouros pelos quais ficam responsáveis e reafirmar a vontade política de mudar o nosso concelho para melhor. Esta vontade de mudança só se traduzirá em realidade com o empenho, dedicação e motivação dos funcionários do Município“.

Para que toda a equipa esteja motivada, defende o PS, “é fundamental que conheçam a realidade das contas do Município. O respeito que é devido a todos os funcionários exige que o Município seja transparente quanto ao cumprimento das suas obrigações“.

O Partido Socialista afirma lamentar “a situação financeira delicada que herdou do executivo anterior.
O aumento dos custos anuais com funcionários do quadro para mais de 7 milhões de euros será um
enorme desafio para o executivo que ainda agora tomou posse. Os responsáveis do PSD estão preocupados com a ‘inexperiência’ do novo executivo, no entanto não se pronunciam acerca dos salário em atraso dos Sapadores Florestais, que dependiam diretamente da vereadora Ana Ribeiro
“.

Relativamente ao tema dos equipamentos informáticos desaparecidos, o PS refere que nunca foi levantada “qualquer questão acerca disso“.