A DECO PROTESTE, organização de defesa do consumidor, recebeu 144 452 reclamações entre janeiro e junho de 2022. Os setores das Comunicações Eletrónicas, Bens de Consumo e Serviços Financeiros estão no topo da lista de queixas dos portugueses.
No fim de 2021, o balanço da organização portuguesa de defesa do consumidor listava a TAP, a MEDICARE e os CTT no topo das empresas mais reclamadas. Contudo, nos primeiros seis meses de 2022, a MEO, a NOS e a Vodafone tomaram os lugares do pódio de queixas realizadas pelos consumidores nacionais nos três canais da DECO PROTESTE (telefone, email e Plataforma Reclamar).
Rita Rodrigues, Responsável pelas Relações Institucionais da DECO PROTESTE explica que “após um período de confinamento, com limitações concretas para o setor do turismo, as queixas sobre as companhias aéreas estabilizaram. Contudo, segundo a Plataforma Reclamar – o canal mais eficaz na exposição de queixas do consumidor -, a TAP mantém-se como a companhia mais reclamada (472 queixas), para além das situações reportadas por telefone e email que totalizam as 356 queixas. A retoma à normalidade é notada por este balanço semestral que aponta os setores comummente mais reclamados.”
Segundo os dados apurados pela Plataforma Reclamar, telefone e email da DECO PROTESTE, as queixas referentes ao setor das Comunicações Eletrónicas dizem respeito, na sua maioria, a dificuldades na mudança de prestador de serviços e a problemas com a internet, sendo as empresas mais visadas a MEO, NOS e VODAFONE.

Por sua vez, no caso do setor de Bens de Consumo, a maior parte das queixas reportadas dizem respeito à falta ou atraso na entrega de bens. As marcas WORTEN, FNAC e GTECH são as mais destacadas.
Sobre os Serviços Financeiros, os portugueses relatam questões relacionadas com comissões bancárias, transparência dos produtos financeiros e contratos bancários, sendo que a CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, o SANTANDER e o NOVO BANCO completam o top 3 das entidades mencionadas
Através da Plataforma Reclamar, nos seis primeiros meses do ano, a organização de defesa do consumidor intermediou mais de 3 135 casos. “Tendo em conta o caráter público das queixas realizadas na mesma, é de realçar a agilidade das empresas, que por iniciativa própria, respondem num período médio de cinco dias“, explica a DECO, em comunicado.