O pinheiro-manso (Pinus pinea L.) com mais de 120 anos, situado na acrópole da Citânia de Briteiros, Guimarães, foi recentemente classificado como árvore de interesse público. É o terceiro exemplar com esta classificação no concelho.

Esta classificação, requerida pelo Município de Guimarães, em 2018, fundamentou-se na “longevidade da árvore, superior a 120 anos, no seu porte exuberante e copa ampla com singular valor paisagístico, permitindo identificar a longa distância o Monte de São Romão, onde se encontra o mais emblemático conjunto arqueológico castrejo do norte peninsular“, explica a Sociedade Martins Sarmento, em comunicado.

A classificação do pinheiro-manso foi antecedida por uma avaliação fitossanitária e do risco de fratura, efetuada por uma equipa da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em janeiro de 2020. Para “atenuar o declínio natural da árvore, foram desaconselhadas quaisquer podas, tendo sido retiradas apenas duas pernadas inferiores, que se encontravam secas e em risco de colapso, com a colaboração da Vitrus Ambiente. O risco de eventual queda de ramos foi sinalizado com placas informativas, colocadas no perímetro da copa“.

O pinheiro-manso é uma conífera de folhagem perene, com uma “silhueta inconfundível, que ocorre em redor da Bacia Mediterrânica, desde a Síria até Portugal“. É particularmente abundante no sudoeste da Europa, onde a sua “distribuição foi alargada pelo cultivo, devido às suas sementes comestíveis, os conhecidos pinhões, utilizados na alimentação humana desde tempos remotos“.

Em Portugal, o pinheiro-manso encontra-se sobretudo no sul do país, embora seja frequente no norte e centro, em bosquetes ou exemplares isolados. Em Guimarães, além do pinheiro-manso da Citânia de Briteiros, encontram-se classificados de interesse público mais dois exemplares, um situado na rotunda de Silvares, classificado em 2011, outro situado em Megide, Moreira de Cónegos, recentemente classificado.