Preço dos combustíveis volta a subir no início da próxima semana

O preço dos combustíveis vai voltar a subir já no início da próxima semana. Desta vez, a subida deverá rondar 1 cêntimo e meio, tanto na gasolina como no gasóleo.

Esta é uma notícia avançada pela SIC, que, segundo fonte do setor, explica que o aumento acontece por causa da subida de preço dos produtos refinados nos mercados internacionais, numa altura em que os combustíveis já estão em preços recorde.

“Qualquer alteração dos preços numa semana anterior vão ter o impacto na semana seguinte. No último mês tivemos uma subia de 10 dólares no preço do barril e estamos agora a sentir essa subida”, explicou Pedro Silva, técnico de energia da DECO Proteste à SIC.

Por regra, em Portugal o preço dos combustíveis é definido à segunda-feira com base nos dados dos últimos sete dias.

Esta é a terceira semana consecutiva em que o preço dos combustíveis sobe. Ainda esta semana o gasóleo subiu mais de 3 cêntimos e a gasolina mais de 2 cêntimos.

Esta quarta-feira, a gasolina 98 atingiu o preço mais alto de sempre em Portugal, ultrapassando os 2 euros por litro.

Os transportadores de mercadorias já anunciaram que se estão a preparar para definir medidas para responder à escalada dos preços dos combustíveis, mostrando-se desagradados com a posição do Governo.

Tendência de subida do preço dos combustíveis veio para ficar

Na segunda-feira, o ministro da Economia, Siza Vieira, rejeitou a possibilidade de baixar impostos nos combustíveis fósseis, para atenuar a subida de preços, argumentando que a estabilidade fiscal dá previsibilidade aos agentes económicos para a inevitável transição para energias mais sustentáveis.

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De relembrar, que o Governo aprovou recentemente uma lei que lhe permite intervir nas margens de comercialização dos combustíveis, procurando limitá-las em situações em que o aumento dos preços não seja justificado. Este travão é a resposta do Executivo aos valores dos produtos petrolíferos nos postos de abastecimento, sendo que é mantida a fiscalidade sobre os combustíveis num nível elevado — mais de 60% do valor pago são impostos.

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